A verdade complicada sobre a segurança e a biodiversidade dos OGM

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Decidir se os organismos geneticamente modificados são seguros para o ambiente não é uma simples lista de verificação. É uma troca confusa.

Por um lado, existem benefícios tangíveis. As culturas concebidas para resistir aos herbicidas podem, na verdade, ajudar os agricultores a reduzir a lavoura mecânica. Essa mudança na prática é importante. Menos cultivo significa menos erosão do solo. O chão permanece firme. A qualidade da água melhora a jusante. Esta é uma vitória real e mensurável para a gestão da terra.

Depois há o outro lado. As potenciais desvantagens são mais difíceis de definir, mas profundamente perturbadoras.

Os genes modificados não permanecem no campo. Eles podem escapar. Eles podem chegar às populações selvagens por meio da dispersão de pólen ou sementes. Uma vez que esses genes estão disponíveis, eles são difíceis de conter. Isso cria uma mudança permanente nos ecossistemas locais.

Há também a questão química. Alguns OGM são projetados para sobreviver a herbicidas específicos. Os agricultores poderão então pulverizar mais desses produtos químicos. Isto poderia levar ao aumento geral do uso de produtos químicos agrícolas. Não temos certeza se isso sempre acontece, mas o risco existe.

A perda de biodiversidade é outra grande preocupação. Muitas vezes é inadvertido. Um campo dominado por um tipo de cultura resistente pode matar de fome os insectos e as aves que necessitam de variedade para sobreviver. O ecossistema se torna mais simples. Frágil.

Então, onde isso nos deixa?

Os OGM não são inerentemente bons ou maus para o ambiente. Eles são ferramentas. Como qualquer ferramenta, o seu impacto depende da forma como são utilizadas.

A avaliação de segurança deve ter uma visão global. Não apenas a colheita no campo. Mas o solo. A água. Os espaços selvagens circundantes. E os produtos químicos fluindo pelo sistema.

Requer uma visão de longo prazo. Aquele que aceita os benefícios sem ignorar os riscos.